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«The Mechanical Lights Of Lisbon»
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Só para dizer…
Sei que não ponho aqui os pés há uma carrada de tempo e que provavelmente ninguém está muito interessado no que tenho a dizer, mas precisava de escrever qualquer coisa, lembrei-me que tinha uma conta aqui, por isso cá vai…
Estou farto e cansado das mesmas rotinas todos os dias, todas as horas, todos os minutos conometrados e organizados na esperança que nada falhe e que ninguém me altere os planos. Toda uma logística que se prima pela lei do mais fácil, da maneira mais preguiçosa. E o que tenho no final disto tudo? NADA… literalmente NADA.. Porque nunca acabei nada desta vida. Abandono tudo antes sequer de chegar ao meio. Abuso do verbo procrastinar até um ponto que deveria ser considerado crime. E depois… Depois fodo-me. Porque tudo se torna tarde demais e tudo vem à borda ao mesmo tempo, quando o tempo é mais do que escasso.
Por tudo isto, por esta vaga de consciência que me avassalou agora, espero a partir deste momento alterar ligeiramente o rumo das coisas, da forma mais radical que um procrastinador nato como eu o pode fazer, ou seja, devagarinho… Mas que ao menos faça alguma coisa… E por isso, aqui fica registada a minha decisão do dia… Aliás, a minha primeira decisão em muito, muito tempo.
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Moment of awesome, brought to you by Tom Smith.
Wow, amazing colours.
Just look at his whole body, dammit, just look at it! Every movement of his body in this picture…. EVERY one of them is just exploding from these crazy passionate emotions…..
Posted on October 26, 2010 via All You Need Is Music with 17 notes
Source: bloodrunsthroughyourveins
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Cardume de ideias em emigração
Se a falta de inspiração fosse um daqueles males que todos temem, por esta hora deveria eu estar internado.
No mínimo espaço de vagas ideias entre o acordar e o levantar, esvoaçoua-se em mim um leque de pensamentos plausíveis de tomar forma palpável, visual, pelo menos. Mas não tarda e tudo se vai. Desenfreiam-se-me pela mente dentro deixando apenas o rasto, ficheiros ocultos, atalhos.
Tudo isto resulta em tudo aquilo - e mais alguma coisa - que não faço. Ora…não posso. Se a vaga luz que me assombra de vez em quando se desvanecesse por entre os orifícios das persianas cá de casa, como sou eu capaz de elaborar o que quer que seja? Não sou.
Ainda assim, rascunho, rasuro, apago, conjuntos de letras que não foram feitas para estarem juntas. Delineio a expressão e a vontade associada, mesmo com conteúdo vão. Construo um barco sem tábuas: incapaz de navegar, mas suficientemente esbelto para se exibir.
E é isto que trago na mão. Um vazo de ar para encher balões. Sem qualquer valor, mas que por hoje me chega. Quem sabe se amanhã não trago perfume?
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Não há nada a dizer hoje. Talvez amanhã.

